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02.09.2011
Implementos registram crescimento no primeiro semestre de 2011 |
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Investimentos em infraestrutura movem o setor em direção aos números positivos. No entanto, o crescimento das vendas de reboques e semirreboques pode ser prejudicada por conta do crédito apertado.
O mercado de implementos rodoviários obteve resultados significativos no primeiro semestre de 2011, com um crescimento geral de 20,51% em relação aos resultados obtidos no mesmo período de 2010. No segmento de semirreboques e reboques, houve um aumento de 9,69% no número de emplacamentos, com destaque para os produtos basculante (41,75%), porta contêiner (58,72%) e carrega tudo (50,77%). Segundo Rafael Campos, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), o aumento do volume de investimentos em infraestrutura aqueceu as vendas dos basculantes, o que também justifica a elevação da comercialização do implemento carrega tudo.
Na parte de implementos leves – carrocerias sobre chassis – o crescimento foi na ordem de 26,43%. “A restrição de circulação de veículos pesados nas grandes cidades está cada vez mais sendo ampliada, dando espaço para os caminhões mais leves. A distribuição de produtos não pode parar”, diz Campos.
No que diz respeito às exportações, o volume de implementos pesados vendido aumentou 5,47% e tem como principais mercados países da América do Sul como Chile, Argentina, Paraguai, Venezuela e Bolívia – além da África do Sul. “São locais que têm estradas muito parecidas com as brasileiras”, afirma o presidente da Anfir.
Campos acredita que os números de reboques e semirreboques poderia ser maior. As novas regras do Finame – que foram implantadas com nova taxa de juros e um crédito mais apertado – podem influenciar nos resultados. Mais de 80% dos implementos adquiridos são feitos via financiamento do BNDES. A entidade trabalha com três possíveis cenários para o fechamento de 2011. Acredita na produção de 184 000 unidades e espera uma queda de 5,5% nas vendas desse tipo de produto. “Apesar do aquecimento no volume de obras de infraestrutura, o problema do crédito pode interferir significativamente nesse crescimento. Se a situação continuar desse jeito, teremos problemas nos próximos anos.”
Weslei Nunes / texto: Júlia Zillig
Fonte: Transporte Mundial
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